terça-feira, 25 de outubro de 2011

EDEMA AGUDO DO PULMÃO






É o acúmulo de fluidos nos espaços alveolares e intersticiais dos pulmões. O edema pulmonar está quase sempre associado a insuficiência cardíaca aguda ou crônica (ICC). O diagnóstico do EAP é clínico e suas manifestações são dependentes do grau de líquidos acumulados nos pulmões.

CAUSAS:

Nos pulmões , as trocas gasosas do sangue , ocorrem entre os capilares pulmonares ( pequenos vasos ) e os alvéolos . No edema agudo de pulmão , ocorre um acúmulo anormal de líquido nos pulmões ( conegestão pulmonar ) , por um aumento da pressão sanguínea nesses capilares ( hipertensão venocapilar pulmonar ) , acarretando um deslocamento de líquido do sangue , para o interstício e , depois , para os alvéolos pulmonares .

No edema agudo de pulmão , o paciente literalmente " afoga-se com o seu próprio sangue ” . O sangue oxigenado nos pulmões , chega ao coração através do átrio esquerdo , passa pela válvula mitral , atingindo em seguida , o ventrículo esquerdo ( câmara cardíaca que bombeia o sangue para fora do coração , em direção ao cérebro e o restante do nosso organismo ) .

Um estreitamento da válvula mitral ( estenose mitral ) , pode levar a uma congestão pulmonar e ao edema agudo de pulmão . No entanto , a causa mais comum do edema agudo de pulmão é a disfunção do ventrículo esquerdo ( insuficiência ventricular esquerda ) , ou seja , uma incapacidade desta câmara em bombear o sangue para fora do coração .

Essa disfunção ventricular pode ser causada pela doença arterial coronariana ( presença de placas de gordura na parede das artérias do coração ) , em sua forma crônica ( cardiopatia isquêmica crônica ) ou aguda ( angina instável e infarto do miocárdio ). A disfunção ventricular esquerda ainda pode ter outras causas como : hipertensão arterial ( cardiopatia hipertensiva ), doenças da válvulas cardíacas ( além da estenose mitral , a estenose aórtica , a insuficiência aórtica e a insuficiencia mitral de graus severos , podem cursar com edema agudo de pulmão ), doenças do músculo cardíaco ( miocardiopatias : dilatada , restritiva e hipertrófica ) , arritmias cardíacas e distúrbios da condução elétrica do coração ( situações que aceleram ou lentificam demasiadamente o batimento cardíaco ) , entre outras doenças cardíacas.

Em algumas situações , a infusão excessiva de líquidos , por exemplo , através de soro endovenoso , pode acarretar um quadro de edema agudo de pulmão.

Fonte:
http://portaldocoracao.uol.com.br/doencas-cardivasculares.php?id=591
DIAGNÓSTICO

O diagnóstico se baseia fundamentalmente na exploração física do enfermo e a radiografia de tórax. É muito característica a auscultação pulmonar no qual se ouvem os chamados crepitantes húmidos, em ambas bases pulmonares, devidos à transudação do co nteúdo do capilar sanguíneo para o alvéolo. A radiografia de tórax é o estudo mais útil para o diagnóstico do edema agudo de pulmão e nos mostra a presença de líquido no espaço pulmonar, em ocasiões também se observa um aumento do tamanho do coração (cardiomegalia). Para completar o diagnóstico se realizará um electrocardiograma, que ajudará a identificar se existe uma cardiopatia de base que tenha desencadeado o quadro, e uma analise de sangue e urina.

QUADRO CLÍNICO:
. Taquipnéia;

. Taquicardia;

. Palidez

. Sudorese

. Cianose

. Ortopnéia

. Tosse com expectoração branca ou rósea espumosa;

. Respiração superficial e ruidosa;

. Dispnéia;

. Paciente apresenta fáceis de angustia;

. Hipertensão


TRATAMENTO:


Objetivo: Reduzir o fluxo sangüíneo para o coração e aumentar a função ventilatória.


MEDICAMENTOS:


- Diuréticos – Furosemida (Lasix), Reduzir o volume intravascular;

- Digital – Lanosídeo (cedilanide);

- Morfina – Meperidina, abranda a ansiedade e diminui a taquipnéia, Reduz o retorno venoso;

- Aminofilina – Reduzir o broncoespasmo;


CUIDADOS DE ENFERMAGEM


Dieta: Restrição de sal e restrição de hídrica;

Elevação do débito com os membros inferiores pendentes;

Administração de oxigênio úmido, manter a permeabilidade das vias aéreas;

Auxiliar na intubação orotraqueal, caso seja necessário e aspiração;

Viabilizar acesso venoso;

Administrar medicamentos conforme prescrição médica;

Verificar SSVV;

Manter carro de urgência próximo ao leito do paciente;

Realizar controle hídrico;

Observar diurese e oferecer material para drenagem urinária (papagaio, comadre) após administração do diurético;

Apoio psicológico.

CASO CLÍNICO

•Mulher de 76 anos está hospitalizada Na unidade de terapia intensiva por edema agudo de pulmão. Ela faz uso de diltiazem de ação prolongada e hidroclortiazida, para tratamento de hipertensão arterial sistêmica, e apresenta história de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), para a qual utiliza ipratrópio bromida e albuterol. Seu último eletrocardiograma, feito há dois meses, mostrou ritmo sinusal.
•Ao exame físico, obesa, com pulso de 175 bpm e irregular, freqüência respiratória de 29 mrm e PA 90/60. Pressão venosa centra de 20 cm de H2O. A ausculta pulmonar revela crepitações. A palpação do ictus, mostra-se localizado no sexto espaço intercostal esquerdo, na linha axilar anterior, com aproximadamente 3 cm de extensão. Levantamento paraesternal, Ausculta cardíaca – presença de terceira bulha (B3) e sopro sistólico de insuficiência mitral 2+/6+, no foco mitral.
•Uma radiografia de tórax mostrou cardiomegalia global e edema pulmonar. O eletrocardiograma mostra sobrecarga ventricular e fibrilação atrial com freqüência ventricular de 165 a 180 bpm.


fonte:
Desenvolvido pela enfermeira Ana Cristina de Araújo Andrade, Mestre da Escola de Enfermagem de Natal - UFRN e enfermeira do Hospital Universitário Onofre Lopes - UFRN.
1. TIMERMAN, A; SOUSA, J. E. M. R; PIEGAS, L. S. Urgências Cardiovasculares. 2ª Ed. Sarvier. São Paulo, 1996.
2. KNOBEL, E. Condutas no Paciente Grave. Ed. Atheneu, São Paulo. 1994.
http://www.pdamed.com.br/asspacgra/pdamed_0011_0021.php

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